
|
CAIO MOURÃO -
ESCREVENDO DE IGUABA GRANDE
Antes dele, a jóia era chata e sem criatividade
No ateliê de Ipanema, uma escola para três gerações de profissionais.
por Antonio Bernardo - designer
Caio deu alma à jóia no Brasil. Antes a jóia era chata, sem experimentalismo nem criatividade. Vivia de valores do passado e não se renovava. Ele tirou o artesão do ostracismo e mostrou que este podia ser artista. Foi pioneiro com o seu Atelier Mourão que, instalado na Rua Gorceix, colocou no mapa esta minima rua de Ipanema. Em mais de 30 anos, formou três gerações de alunos. Também foi pioneiro por ter trabalhado com Pierre CArdin, num projeto que unia jóia e moda, já nos anos 70. Pouca gente sabe que ele introduziu o uso do saquinho de camurça como embalagem para jóias, e deu à prata um status de material próprio para a arte, até então pouco usado. Mais que tudo, ele foi um grande incentivador da joalheria de arte e da ourivesaria ou, como ele dizia brincando, funileiro. Ele sempre teve orgulho do ofício que exercia, e passou este sentimento para muitos. Era um contador de histórias inigualável, um ipanemense de carteirinha e uma ótima companhia. Tenho muito prazer de tê-lo conhecido e é uma pena que tenha ido tão cedo.
050319 - Antonio Bernardo, designer escreveu no caderno ELA, de O Globo, de 19/03/2005 que dedicou uma página ao Caio Mourão. Veja também...
050319 - Antes dele, a jóia era chata e sem criatividade 031110 - A Banda de Ipanema 030825 - Pois é, Já - ou ainda - Estamos em Agosto (2001) 030705 - Refinada alma de bicho-grilo 030505 - Em Sampa 021129 - I Prêmio Editora Cartaz de Poesias ... 020706 - A Lagoa não reflete mais a luz, difunde. 020506 - Malária Importada 020505 - Perfil do Caio Mourão
As matérias anteriores você encontra pela janela de BUSCA (que está no cabeçalho )
|