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Fusão, Confusão, Desfusão ( 1 )
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Trinta anos da fusão da Guanabara - A crise dos 30 - (13/03/2005)
Hora de discutir a relação. O casamento do Estado do Rio com a Guanabara, que não teve namoro e muito menos lua-de- mel, está abalado. O filho cresceu e vive a crise dos 30. No Rio adulto, já há até quem fale em divórcio — ou, seja, numa separação consensual da cidade do resto do estado. Bem diferente do que imaginavam os tecnocratas da fusão, feita em 1975 pelos militares. Na época, eles apostavam uma Ponte Rio-Niterói que o novo estado que surgia daquele relacionamento arranjado tinha tudo para dar certo.

Mas o fato é que a bela obra que ligou a Guanabara a Niterói, a marca mais visível de uma integração que deveria ter sido redentora para a economia da região, mudou muito mais a paisagem do que qualquer outra coisa. Hoje a realidade é bem diferente do sonho. Quase tudo que se previu não aconteceu e muito do que foi desacreditado, vingou.

Os planos se concretizaram às avessas. A união do novo, encarnado pela vanguardista Guanabara — único estado cosmopolita do país à época — com a velha província não gerou um pujante parque industrial como o de São Paulo ou uma agricultura digna de nota, como se pensara.

O setor de serviços, desacreditado como fonte de receita à época da fusão, ainda é o pilar da economia, com 65,5% do PIB do estado. As apostas não aconteceram: a agricultura responde por apenas 0,4% e a indústria com 33,1% (mesmo assim incluindo o petróleo que só viria a ser explorado depois).

O estado ainda tem regiões, como a Noroeste, tão pobres quanto às do Polígono da Seca, e a capital, antiga Guanabara, empobreceu. Um revés que, para alguns, é fruto da total incompatibilidade que existia entre os estados-cônjuges. Mas o que a ditadura militar uniu ainda pode ter futuro, segundo especialistas, se houver um planejamento estratégico para todas as regiões que respeite as diferenças: filho criado, trabalho dobrado.
(050313 - por jornal O Globo, de 13/03/2005)

GLOBO promove debate sobre 30 anos da fusão da Guanabara- (10/03/2005)
Os prós e contras da fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro — que faz 30 anos no dia 15 deste mês — serão discutidos, na segunda-feira, na série “Encontros O GLOBO”, no auditório do jornal, às 18h. Participarão do debate a economista Maria Silvia Bastos, o ex-prefeito do Rio Israel Klabin, o secretário estadual de Desenvolvimento, Tito Ryff, e o professor Mauro Osório, que defendeu recentemente tese de doutorado no Ippur/UFRJ intitulada “Origens e especificidades da crise carioca e fluminense”.
A mediação será do editor de Rio do GLOBO, Paulo Motta. A entrada é franca e os convites poderão ser retirados na hora, na sede do jornal, na Rua Irineu Marinho, 35, Cidade Nova.
A fusão da Guanabara com o Rio de Janeiro foi feita em 1975, durante a ditadura militar, no governo do general Ernesto Geisel. A idéia do governo era transformar o novo estado do Rio num importante pólo industrial e agrícola do país, a exemplo de São Paulo. Desde então, há uma grande controvérsia sobre os resultados da medida, que teria tido um caráter autoritário e, segundo os críticos, visaria esvaziar a oposição. Atualmente há movimentos que defendem inclusive a desfusão.
(050310 - por (RIO), O Globo, de 10/03/2005)

Desfusão, por Carlos Sepulveda- (06/12/2004)
Cresce no Rio de Janeiro a companha pelo retorno da antiga cidade da Guanabara e, por consequência, do antigo Estado do Rio.
Não vai ser fácil. Trata-se de uma questão polêmica, mas, sem dúvida, interessante. A fusão foimais uma grosseria da ditadura contra a cultura e inteligência do Rio de Janeiro. Não só agrediu nossa tradição, enterrando mais de dois séculos de história, como também destruiu as economias do Estado.
Acontece que, na verdade, o mais prejudicado foi o velho Estado do Rio que viu desaparecerem suas lideranças, sua importância e sua história. O esvaziamento econômico deixou uma marca profunda na vida do Estado. A única coisa que se conseguiu com esta burrice foi a destruição. Parece até que a ditadura, sabendo que nós sempre fomos a ponta de lança da oposição, resolveu nos liquidar. E conseguiu.
Acontece que estamos muito calados. Nós, habitantes do velho e querido Estado fluminense, é que temos de reclamar. Vamos fazer desta luta nossa bandeira.
Viva o velho Estado do Rio de Janeiro. Queremos nosso Estado de volta.

(041206 - por Carlos Sepulveda, professor da Ferlagos (Cabo Frio).Escreve todos os sábados, no Jornal de Sábado - 12/06/2004)

Fusão, Confusão, Desfusão, por Luiz Garcia - (11/06/2004)
A fusão entre o velho Estado do Rio e a jovem Guanabara foi realizada em 1975 pelo governador nomeado Faria Lima, por ordem do presidente Geisel.

Levou rápidos cinco meses a criação de uma só estrutura administrativa, legislativa e judiciária para duas unidades sociais e políticas que em comum tinham apenas a fronteira que as separava. Num regime democrático, seria impossível gestação tão curta. No governo militar — mesmo na gestão de Geisel, que preparava a volta à democracia — mandava quem podia e obedecia quem tinha juízo. Na falta de juízo, funcionava o instinto de sobrevivência.

Assim, fundidos fomos, sem nos perguntarem coisa alguma, para atender a objetivos políticos do Planalto. Vai ver, era um peão avançando uma casa no complicado xadrez da abertura “lenta e gradual” em que se empenhava o governo Geisel.

Só agora começa-se a falar em desfazer a fusão. O movimento nasce carioca, e talvez não pudesse ser diferente: a Guanabara era moça rica de cidade grande; o Estado do Rio, fazendeiro arruinado.
E a moça rica teve sorte. Primeiro governador da cidade-estado, eleito em 1960, Carlos Lacerda abriu túneis, construiu adutoras e escolas, fez o Parque do Flamengo e deu à cidade um plano básico que é seguido até hoje (a Linha Vermelha e a Linha Amarela, por exemplo, são parte dele). Também removeu 27 favelas; a maior foi a do Esqueleto, com cerca de três mil barracos. Certa vez, quando internos de uma penitenciária se rebelaram, Lacerda, sozinho, subiu a uma mesa no pátio lotado de condenados e em meia hora de discurso acabou com o motim. Não se tem visto coisa muito parecida ultimamente.

Negrão de Lima, seu único sucessor, levou mais de 70 mil pessoas de quatro comunidades carentes para Cidade de Deus, Cidade Alta e Água Branca. Sem falar na urbanização da favela sobre palafitas hoje conhecida como Complexo da Maré. No mais, também fez bom governo.

Não é saudosismo dizer que, depois da fusão, a qualidade de vida tem rolado ladeira abaixo quase o tempo todo. De um lado e de outro das derrubadas fronteiras estaduais.

Isso explica o movimento pela desfusão. O Estado do Rio, amparado pelas rendas do petróleo de Campos e Macaé, poderia conhecer finalmente a prosperidade que a fusão não lhe trouxe. E os cariocas teriam um ICMS só para eles. Técnicos e políticos têm argumentos de peso contra a idéia. Mas ela certamente merece ser discutida.

Só por exemplo, poderia ser examinada a hipótese de mais do que uma simples volta ao passado. Por que não criar o que nunca existiu — talvez porque só agora seria viável?

Uma idéia simples (talvez condenável por simplista): faz-se a desfusão, mas permanecem no Estado da Guanabara II os municípios-dormitórios que o cercam, na Baixada Fluminense e arredores. Seriam cariocas aqueles que trabalham aqui, que procuram os hospitais públicos cariocas — e cujos impostos ajudariam a melhorar um atendimento hoje agonizante principalmente pelo excesso de pacientes.

A questão é saber se a mudança seria um fator de crescimento para a Baixada. E se o antigo Estado do Rio cresceria com forças próprias, graças aos dividendos do petróleo, que não existiam na década de 70. Questões técnicas — bem diferente das razões políticas que causaram a fusão.

É certo que nenhum modelo de desfusão agradaria a todos os políticos — como aqueles que investiram em currais eleitorais que ficariam do outro lado da cerca. Azar o deles, não?
(040611 - por Luiz Garcia (OPINIÃO), de O Globo, 11 de junho de 2004)

Contra a "Fesfusão", por Merval Pereira (09/06/2004)
O movimento a favor da chamada “desfusão”, com a volta do antigo estado da Guanabara separado do Estado do Rio, tem muitos adeptos mas encontra também resistências em diversos setores, que vêem nele uma falsa solução. O economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), diz que, embora a idéia esteja na direção correta, de enfrentar os problemas que são locais com uma mobilização da sociedade, “achar que isso se resolve por um redesenho burocrático da Federação é olhar apenas para o passado”.

O professor Luiz César de Queiroz Ribeiro, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ, diz que “o recorte institucional em municípios, de um território absolutamente unificado, é apenas a sobrevivência de um anacronismo político-institucional que, sendo uma realidade que não podemos anular pela vontade demiúrgica de qualquer pretenso iluminado, impõe a necessidade de buscar a criatividade para construir uma forma de governo metropolitano”.

Urani lembra a experiência da União Européia dos últimos dez anos, a partir do Tratado de Maastrich, “com a solução das agências de desenvolvimento, fruto da conjugação de esforços de diferentes níveis de governo, iniciativa privada e sociedade civil”. Só em Portugal foram criadas 22 agências desse tipo, na Espanha outras tantas. Segundo Urani, “temos que criar maneiras de juntar os esforços de diferentes atores em torno de temáticas locais”.

Ele diz que nossos principais problemas são estruturais, de longo prazo: a poluição da Baía da Guanabara, o meio ambiente, a criminalidade, a favelização, a baixa escolaridade, “todos problemas que dificilmente um prefeito ou um governador são capazes de encarar sozinhos”.
E relembra a experiência com um tipo de agência de desenvolvimento regional feita na região do Grande ABC, em São Paulo, no final dos anos 90, pelo prefeito Celso Daniel, a partir da prefeitura de Santo André.

Eram sete prefeituras, e um programa comum de saneamento, num consórcio municipal. Para André Urani, melhor que dividir o Estado do Rio seria haver um movimento desse tipo para a despoluição e desenvolvimento da Baía da Guanabara. “É preciso redesenhar o espaço público para além das fronteiras do Estado, chamando a sociedade civil e a iniciativa privada a serem sócios desse processo, para garantir impermeabilidade ao ciclo político, transparência”.

O também professor Roberto Moraes Pessanha, do Cefet Campos e presidente da ONG Cidade 21, traz a visão do antigo Estado do Rio ao debate, e vê na rejeição ao grupo político do ex-governador Garotinho a raiz do problema. “Esta proposta incrusta na sua essência a idéia de que para os fluminenses o casal Garotinho seja suficiente. Mais, ela sugere ainda que os fluminenses sejam menos exigentes e estejam acostumados ao fisiologismo característico dos grotões”.
E alfineta esse preconceito que pressente, afirmando que os fluminenses “não pensam em se ver livres dos conflitos na Rocinha ou da rebelião da Casa de Custódia em Benfica se separando da capital, porque consideram que estes, antes de serem problemas fluminenses, são problemas brasileiros”.

Segundo ele, o povo fluminense “teria motivo suficiente para reclamar que os R$ 2,8 bilhões arrecadados ano passado pelo estado com os royalties obtidos com a extração de petróleo na nossa Bacia de Campos, sirvam quase que exclusivamente para atender a demandas da metrópole e não problemas do interior”. Para ele, a substituição “deste ciclo vicioso por um ciclo virtuoso no Estado do Rio de Janeiro se dará pela implantação de políticas públicas menos midiáticas e mais eficientes, menos excludentes e mais integradoras, menos individualistas e mais solidárias”.

O professor Luiz César Queiroz Ribeiro também vê na iniciativa do debate a respeito da autonomia carioca “mais um sinal das atuais dificuldades de posicionamento político enfrentadas pelos segmentos letrados das classes médias diante do quadro de crise social e ingovernabilidade do Rio de Janeiro”.
Ele critica grupos que, na sua visão, “têm assumido um protagonismo pouco politizado, voltado para ações diretas de caráter assistencial ou filantrópica que pretendem preencher o vazio da omissão dos governos municipal e estadual. Não é sem razão que o Rio de Janeiro apresenta uma das maiores concentrações de ONGs no país”.

Segundo ele, “seria de grande importância para o Rio de Janeiro se o poder social destes segmentos estivesse à serviço da mobilização política da sociedade para pressionar”, numa crítica tanto ao governo estadual quanto ao municipal. “Temos a grande responsabilidade de procurar construir canais de mediação que possam trazer para a política as camadas populares que, assoladas pelos impactos desorganizadores do desemprego e da pobreza, acabam aceitando com passividade o descalabro do populismo religioso, embora sejam os mais atingidos”, diz o professor.
Ele diz que a autonomia carioca pode dar a ilusão de ser o caminho para o Rio de Janeiro tornar-se mais competitivo, “mas vamos perpetuar as desigualdades sócio-territoriais da nossa metrópole”. Ele dá um exemplo emblemático de como os problemas estão interligados: o município com os maiores índices de poluição do ar por resíduo é São João de Meriti, em razão de os ventos dissiparem para a periferia a concentração das partículas expelidas pelos automóveis que rodam no Rio de Janeiro.

O professor Luiz César Queiroz Ribeiro diz que nossa identidade de cariocas não se contém nas fronteiras pretendias pelos defensores da autonomia do Rio. “Durante o carnaval todos assistimos e aplaudimos o espectáculo proporcionado pela Beija-Flor de Nilópolis, Unidos da Ponte, Unidos do Porto da Pedra de São Gonçalo, etc. que aqui se misturam de forma indissociável à Mangueira, Salgueiro, etc , expressando o fato de o leito do Rio Carioca ser hoje muito mais amplo do que a visão de muitos intelectuais”.
(040609 - por Merval Pereira (PAIS), de O Globo, 9 de junho de 2004)

Sociedade Civil, por Merval Pereira (06/06/2004)
O movimento Basta, contra o aumento da criminalidade no Rio de Janeiro, fez sua primeira reunião com uma convocação por meio de uma rede de voluntários que se cadastraram no site do grupo (www.basta-ja.com.br). O movimento Autonomia Carioca, que começa a se mobilizar pela volta do antigo Estado da Guanabara, através de um plebiscito, também vai lançar um site por meio do qual pretende receber sugestões e promover um debate sobre a separação da cidade do Estado do Rio de Janeiro.

Esses são exemplos de uma nova sociedade civil global que está se formando, segundo a definição do sociólogo Manuel Castells, da Universidade Southern Califórnia, nos EUA.
Segundo ele, "a sociedade global tem agora os meios tecnológicos para existir independentemente das instituições políticas e do sistema de comunicação de massa".
Essa nova maneira de encarar o mundo em que vivemos, tentando preencher o que Castells define como "vazio de representação", a fim de legitimar a ação política, é o que faz surgir "mobilizações espontâneas usando sistemas autônomos de comunicação".

Segundo Castells, "o movimento da opinião pública é feito em meio a uma turbulência de informações, num sistema midiático diversificado". Ele vê "significados políticos" no potencial da internet quando se transforma em um meio autônomo de organização, independente de um comando central de controle.
"As implicações desse fenômeno no nível global são cheios de significados políticos. Internet e comunicação sem fio, como os telefones celulares, fazendo a ligação global, horizontal, de comunicação, provêem um espaço público como instrumento de organização e meio de debate, diálogo e decisões coletivas", ressalta Castells.

Ele cita como exemplos do uso político das novas tecnologias as demonstrações simultâneas pela paz em todo o mundo em 15 de fevereiro de 2003 e a campanha, por meio de mensagens de telefone celular, que acabou ajudando a derrotar o primeiro-ministro Aznar na Espanha depois do atentado terrorista em março passado.

A página na internet do movimento Basta, que começou com a exibição de uma faixa com os dizeres de protesto em uma janela na Lagoa e já se espalha pela cidade, tem o Cristo Redentor com um homem armado de fuzil atrás. A idéia é formar diversos grupos de estudos, em todas as áreas da cidade, para propor medidas para reduzir a criminalidade no Rio.

Esse e outros movimentos semelhantes são frutos do que o sociólogo Manuel Castells identifica como um "processo de transformação estrutural" que está em curso no mundo e que tem múltiplas dimensões: tecnológica, econômica, cultural, institucional.
Segundo ele, "a crise de governança está relacionada com uma crise fundamental, de legitimidade política, caracterizada por um distanciamento crescente entre os cidadãos e seus representantes".

O referendo popular na Venezuela, na tentativa de tirar do governo o presidente Hugo Chávez; ou o recall na Califórnia, que acabou levando ao governo o ator de cinema Arnold Schwarzenegger, seriam exemplos tanto da crescente participação popular, quanto da desilusão com os políticos tradicionais.

Mas Castells adverte, citando o pensador italiano Antonio Gramsci: "A sociedade civil é o espaço intermediário entre o Estado e os cidadãos, no qual as instituições do Estado e as organizações populares podem interagir, trocar, e negociar interesses e valores, em uma forma de co-governança".

A sociedade civil, portanto, não seria "contra o Estado", mas "um canal para a transformação do Estado, a partir da pressão organizada da sociedade, sem limitar o processo democrático representativo a eleições e à política formal".

Uma outra expressão desse fenômeno é o jornalismo participativo, que começa a ganhar corpo e estudos nos Estados Unidos, já analisado pelo jornalista Luciano Martins no “Observatório da imprensa”. O American Press Institute divulgou um estudo sobre as mudanças, em função das novas tecnologias, que permitem a crescente participação do leitor na elaboração do noticiário.

Intitulado "WeMedia" e disponível no endereço (http://www.mediacenter.org/mediacenter/research/wemedia/), o estudo aponta o cidadão comum, usando seus instrumentos do dia-a-dia como telefone celular, máquinas fotográficas digitais e computadores, como a fonte primária desse novo jornalismo.

Essa verdadeira rede de informantes, espalhada por todo o mundo, já era prevista por Manuel Castells. Mas ele adverte: "A habilidade dos movimentos sociais para mudar a cabeça do público ainda depende, em larga margem, da sua estratégia de comunicação em relação à mídia de massa".
Segundo ele, os debates da "esfera pública", que abrem a cabeça dos cidadãos, dependem, para alcançar seus objetivos, do sistema de comunicação de massas.
(040606 - por Merval Pereira (PAIS), de O Globo, de 6 de junho de 2004)
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