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Ponte Rio – Niterói completa 36 anos de operação
As pontes sempre foram estratégicas para o Homem, em qualquer época, para suas travessias e conquistas, expansões territoriais e urbanas, na guerra e na paz. Mais do que acessos, são ritos de passagem. Na engenharia são chamadas de obras de arte especiais. Tão importantes e desafiantes que a humanidade construiu com elas alguns de seus maiores monumentos.
A Ponte Rio - Niterói é um desses monumentos e completa 36 anos nesta quinta-feira! (04/03/2010)
Histórico da construção
No dia 4 de março de 1974, a bordo do Rolls Royce presidencial, o então presidente Emilio Garrastazu Médici, acompanhado de seu ajudante de ordens e futuro presidente João Figueiredo e o ministro dos Transportes, Mario Andreazza, fizeram a travessia inaugural da ponte, concretizando uma secular aspiração dos habitantes da região e uma demanda do progresso do país.
Foi em 1966 que o governo tomou a decisão política de construir a ligação entre as duas cidades e criou comissões de estudos para as alternativas possíveis: túnel ou ponte. Aprovada a opção ponte, o projeto foi viabilizado economicamente por meio de financiamento inglês e, em 1968, a rainha Elizabeth II em pessoa lançava no Rio a pedra fundamental da obra.
A construção durou cinco anos e, no seu auge, empregou mais de dez mil operários liderados por cerca de 200 engenheiros. Considerada um dos mais importantes marcos da capacitação técnica brasileira - tantas foram as inovações e os desafios vencidos - ainda hoje a Ponte Rio – Niterói é uma obra superlativa: a maior ponte do Brasil e do hemisfério sul, a maior estrutura protendida das Américas, o maior vão em viga reta construído pelo homem. Hoje, ela é a sétima do mundo em extensão, mas, segundo engenheiros que participaram da construção, a Ponte Rio – Niterói ainda está entre as três maiores do mundo em volume espacial (área construída), por conta dos enormes pilares e das fundações muito profundas, com suas estacas de concreto fincadas na rocha do fundo da baía a até 60 metros abaixo da lâmina d’água.
Desafios da concessão
Trecho da rodovia federal BR-101, a Ponte Rio – Niterói inaugurou o Programa Nacional de Concessão de Rodovias. Em decorrência da falta de recursos da União para a sua conservação e manutenção, a via apresentava claros sinais de cansaço estrutural, enquanto a crescente demanda de tráfego resultava em sérios problemas operacionais.
Em 1995, a Ponte S.A. – primeira concessionária do Grupo CCR - assumia a concessão da Ponte Rio - Niterói. De lá para cá, a concessionária investiu mais de R$ 260 milhões, executou um amplo programa de conservação e manutenção estrutural e introduziu novas contribuições da engenharia no monumento.
Algumas inovações são objeto de teses e estudos acadêmicos e despertam interesse técnico no Brasil e no exterior. A modernização das operações e a busca constante de melhorias e tecnologias de controle de tráfego colocam a Ponte Rio – Niterói entre as mais modernas rodovias do país. Isso significa conforto e segurança no trânsito para os cerca de 145 mil veículos que atravessam a via todos os dias transportando mais de 300 mil pessoas. Somente em 2009, as equipes do serviço SOS Usuário da Concessionária CCR Ponte realizaram 36.419 atendimentos, dos quais 2.142 foram relativos a serviços médicos, e 34.277 socorros mecânicos.
Fama internacional
Alguns projetos da concessionária já entraram para a história da Ponte Rio – Niterói, transformando-a em referência de modernidade e segurança rodoviária: a substituição do pavimento asfáltico por um piso de concreto com características inéditas na região do vão central, a instalação do sistema ADS – Atenuadores Dinâmicos Sincronizados - no interior do vão central, para acabar com as oscilações da estrutura sob fortes ventos; a construção de bases operacionais sobre o mar - conhecidas como baias suspensas; e a implantação da quarta faixa de rolamento em toda a extensão da rodovia. Atualmente está sendo executado o reforço da protensão em alguns trechos da estrutura.
Para se ter uma idéia das inovações introduzidas na Ponte, somente os projetos do pavimento de concreto do vão central e do monitoramento das estruturas de concreto da Ponte Rio – Niterói já foram apresentados na Conferência Internacional do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon), no American Concrete Institute, na Associação Brasileira dos DERs, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, no National Highway Institute de Pequim, China; no IABSE - International Association for Bridge and Structure Engineering, em Seul, Coréia do Sul; no International Joints and Bearings Association, em Halifax, Canadá. Na área acadêmica, esses projetos foram apresentados nas semanas de engenharia das universidades federais Fluminense, da Paraíba, do Ceará e de São Paulo; Universidade de Tuiuti, Curitiba, e na Engineering School of Graz University, na Áustria.
Estatísticas curiosas
Com base nas séries estatísticas realizadas ao longo da concessão, além dos dados disponíveis do período anterior, foram feitos alguns exercícios empíricos com resultados bastante interessantes e curiosos. Trata-se de uma brincadeira estatística para reforçar a grandiosidade da Ponte Rio – Niterói.
De 4 de março de 1974 até hoje, já passaram pela Ponte Rio – Niterói, nos dois sentidos de direção, mais de um bilhão e 315 milhões de veículos.
Esse total de veículos transportou mais de 3 bilhões e 170 milhões de pessoas nesses 36 anos.
Com base na população mundial, de 6 bilhões e 811 milhões de pessoas (jan. / 2008), o equivalente a quase metade da população do planeta (46%) já passou pela Ponte.
O equivalente a toda a população brasileira já passou pela ponte mais de 16 vezes.
Todos os veículos alinhados dariam 110 voltas na Terra.
Todas as pessoas de mãos dadas dariam 160 voltas na Terra.
Todas as pessoas lotariam 35 mil Maracanã ( 100303 - por Assessoria de Comunicação da Ponte )
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