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A poesia de Waldemir Terra Cardoso
Garoto que joga yô-yô
Garoto que joga yô-yô, todo dia,
Comprado juntando tostão por tostão,
Que vae, sem querer, resudando alegria,
Brincando co´um símbolo atado a um cordão...
Menino
vadio, que vejo jogando
yô-yô todo dia, a sorrir de emoção,
Mal sabe, talvez, que inda mesmo brincando,
Você tem a imagem da vida na mão.
Garoto:
você que contempla sorrindo,
Feliz, seu yô-yô só descendo e subindo,
No prazer que causa esse jogo inocente.
Não
sabe talvez que também o destino,
É como você, um solérte menino,
Que joga yô-yô com a vida da gente!
Menina
bonita que pula fogueira
Menina bonita que pula fogueira
Na noite festiva do bom S.João,
Menina que acende formosa e faceira,
A rubra fogueira do meu coração.
Menina
bonita que canta e que dansa,
Co´a graça e do donaire que a vida lhe deu;
Que acende, sorrindo, um sorrizo creança,
Nos lábios já velhos dos moços como eu...
Cabeça
de vento! - formosa e travessa!
Menina que faz me perder a cabeça,
Saltando, pulando, soltando balão...
Você
te parece, menina bonita,
Uma Salomé, de vestido de chita,
Dansando ... pisando no meu coração!
É
sonho o amor
Sonhos azues de amor, quem não os sonhou?
Na aurora da existência a vida é sonho
E atravez de um prisma azul, como é risonho
O amor!
Depois...
É vaga que perpassa,
Espadanando
Espumas, que se esvaem como fumaça
É sonho o amor.
O sonho passa ...
E a gente fica a divagar sonhando
À sombra azul do sonho que passou!
Essas poesias estão num quadro
(no espaço para fotografias, que fica no fundo da Casa dos
500 anos, organizado pelo fotógrafo Warley, filho do Wolney
- o mais importante fotógrafo das coisas de nossa região).
(15AGO03)
Não deixe de ver a crônica de José Correia
sobre o Waldemir Terra Cardoso, na coluna COTIDIANO do GENTE praias.
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